Arquivos para a Categoria ‘Madrugadas’

h1

Bringing it back.

Outubro 29, 2008

Faz um tempo que eu não posto. Não só por falta de foco ou de assunto.

Esse blog era lido por um número mínimo de pessoas… e dois meses atrás eu perdi a única delas que lia sem eu ter que pedir. A única que me deixava sem graça dizendo que tinha lido os posts que eu fiz pra desabafar e achava que ninguém ia ler. E lógico que eu ficava super envergonhada, mas por dentro eu tava super feliz por saber que ele se importava comigo… e obviamente, sempre que eu pensava em postar aqui, eu acabava pensando nele, o que me deixava bem triste.

Esse meu leitor tá agora num lugar melhor… mas que eu não imagino que tenha internet. Mesmo assim, eu vou dizer aqui que, voltando com esse blog, cada vez que eu postar aqui eu vou continuar pensando nele, mas vou ficar feliz lembrando de como ele lembrava de mim. Queria que ele soubesse que eu vou lembrar dele pra sempre, e que apesar da saudade, essa lembrança vai me fazer sorrir. Porque é assim, com quem traz coisa boa pra sua vida.

Espero que ele saiba.

h1

Uh, Shiny!

Junho 10, 2008

Descobri porque não consigo escrever aqui: simplesmente não tenho foco. Começo a escrever um post imenso, e na metade, me distraio com a tv, com o msn, com videos, com o gato, com um objeto brilhante… anyway. Acho que preciso trabalhar nisso.

h1

These precious things.

Março 31, 2008

Aí você tem aquelas feridas escondidas, e alguém vem e mete o dedo nelas, e depois te deixa sozinho pensando, e olhando a tempestade. E você pensa como tá feliz. Aí começam as inseguranças. E você quebra a cabeça pra saber por que ele te ama, mas não consegue pensar em nada. E pensa mais em como tá feliz. E pensa na idéia de ele um dia encontrar alguém melhor, e te deixar. Em ficar sozinha e querer ligar pra ele pra contar como foi seu dia, mas não poder. Em encontrar ele nos cantos e ser obrigada a evitar. Enfim, em passar por todas aquelas coisas desagradáveis de fim de namoro… e que parecem muito além de desagradáveis, dolorosas, eu diria, se tratando dele. E mesmo sabendo que isso tá longe de acontecer no momento, acaba tendo um ataque meio emo, e uma vontade de ligar pra ele (assim, no meio da noite) e dizer “por favor não deixa de me amar, ok?”. Ou de chamar ele pra cama e dizer, quase que pra ele não ouvir, “deixa eu me esconder embaixo da tua pele, até eu não ter mais medo.”

h1

Missing the big picture.

Dezembro 10, 2007

Quando eu vou em um museu, eu olho cada detalhe das obras, especialmente se tratando de pinturas: analiso as pinceladas bem de pertinho, e fico perdida nos meus pensamentos, tentando decifrar o sentimento do pintor por trás de cada uma delas. Pinceladas leves, curtas, intensas, longas, secas: cada uma me dá uma deliciosa sensação diferente.

Tanto detalhe… que eu acabo não prestando tanta atenção na obra em si. O que deveria, de fato, ter um significado, acaba ficando em segundo plano.

Mudando de assunto, mais ou menos: de qualquer forma, não se pode admirar uma obra inacabada. Ela não tem significado ainda. Muito menos quando o artista é obrigado a parar de pintar quando mais estava envolvido em sua arte.
(e todo mundo aqui sabe que eu não estou necessariamente falando de quadros).

h1

Duck and cover.

Dezembro 4, 2007

Minha amargura é baseada no medo e no instinto. Tipo uma pessoa que já foi picada por abelhas e entra em pânico só em ouvir um zumbido.

Medo eu tenho de me entregar a uma coisa boa: eu estico o braço, medindo uma distância, e desenho uma linha no chão. Você pode me fazer feliz daí, não pode?

Talvez eu até tire a armadura, se você me convencer que o seu mel é mesmo doce, e que o seu ferrão pode doer, mas não vai me envenenar.